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O motivo do conflito entre Israel e Palestina

É perfeitamente possível perceber alguns padrões de sustentação do conflito.


O motivo do conflito entre Israel e Palestina

Sou um professor de história na casa dos 30. Não houve momento da minha vida em que Israel e Palestina não estivessem em conflito. E um conflito aparentemente insolucionável.

Os atritos se empilharam como tijolos. Poderia apelar a uma metáfora ruim e dizer que os tijolos construíram um muro de incerteza, entretanto, um mundo conflituoso não precisa de mais metáforas ruins, nem de enrolações desnecessárias.

Até porque nem tudo são incertezas. É perfeitamente possível perceber alguns padrões de sustentação do conflito.

A defesa da Palestina se tornou um padrão no esquerdismo. E isso, se não serve como argumento histórico analítico, tem pelo menos uma importante função: entender que há um forte componente ideológico norteando a análise.

É por isso que os noticiários, os comentaristas e os especialistas convidados a opinar na Globonews, Fantástico e assemelhados sempre possuem o mesmo viés.

Mas os fatos continuam sendo – me perdoem pela aparente obviedade – fáticos. Qualquer historiador que não seja um canalha sabe que os fatos até podem ser interpretados ideologicamente.

Mas não podem ser alterados para servir a uma ideologia.

E o que os fatos mostram?

Que neste conflito, enquanto Israel tenta negociar a coexistência entre os dois Estados, os palestinos não aceitam nada menos que a extinção do Estado de Israel.

De modo que se torna muito improvável – para não dizer impossível – chegar-se a uma resolução. Como fazê-lo, como negociar com quem admite que, sem concessões, quer sua total eliminação?

Israel defende a existência do Estado Palestino, desde que possa existir também!

Esta hipótese, ademais, não é boa o suficiente para os Palestinos.

Diante disso, tratar Israel como um opressor tirânico é mais do que canalhice! Os termos em que consigo pensar são irreplicáveis.

O progressismo politicamente correto assumiu um lado na querela. E é o lado dos palestinos. É o lado que quer a destruição plena do outro. Isso não pode ser relativizado. É o antissemitismo levado às últimas consequências.

Ironicamente, eles chamam de fascistas a quem defende Israel.

Desde a partilha realizada pela ONU em 1948, os palestinos se recusam a aceitar o direito de que Israel exista como um Estado. Tal condição, por óbvio, obriga Israel a se defender a qualquer custo daqueles que abertamente NEGAM SEU DIREITO DE EXISTIR.

Israel se defendeu em 1948, logo após a partilha e permaneceu debaixo de ameaça constante até 1967 quando a Guerra dos Seis Dias eclodiu. Israel teve de se proteger de Síria, Egito, Jordânia e Iraque, que ainda tinham o apoio de outras nações muçulmanos.

Mas Israel conseguiu subsistir, e mesmo sendo atacado por todos os seus vizinhos, venceu a Guerra.

Israel permaneceu tentando a paz. Em 1978 deu ao Egito a península do Sinai, um território rico em Petróleo, porque o Egito aceitou assinar um tratado de paz.

A mesma condição sempre esteve disponível aos palestinos, mediante a aceitação da existência do Estado de Israel e da assinatura de um acordo.

Em 2000, Israel tentou novo acordo com os palestinos, oferecendo terras em troca de paz.

Os palestinos recusaram.

Portanto, entenda isso, que é de uma simplicidade ginasial: A PRIORIDADE DOS PALESTINOS NÃO É EXISTIR COMO UM ESTADO, MAS SIM DESTRUIR ISRAEL.

Se destruir Israel não fosse um imperativo, o Estado Palestino já existiria, num território fornecido pelo próprio Estado israelense!

Segue mais ativa do que nunca a imemorial tática de caricaturizar os judeus como opressores. A condição primaz para quem se embrenha em tais análises – a honestidade intelectual – dista dos objetivos de quem, possuído pelo demônio desinteligente do bom-mocismo, alega defender a paz quando se posiciona a favor de quem sempre incitou a guerra.

A grande mídia está sempre de prontidão para minimizar até o terrorismo, quando cometido contra Israel ou seus aliados. É comum ver os analistas de miolo-mole, intelectuais de moral disléxica, culpando os que foram atacados pelo pecado de provocar os que se auto-explodem, numa complacência indisfarçável com a barbárie que se justifica sob o cimento sujo do puro ódio contra Israel e seu povo.

Há um único Estado Judeu no mundo atual, contra vinte e dois Estados Árabes.

Isto mesmo: 22.

Mas eles não querem permitir que este único Estado exista.

Quem são, portanto, as verdadeiras vítimas?

No excelente vídeo a seguir, traduzido pelo canal Tradutores da Direita, Dennis Prager apresenta mais informações sobre este tema. Da forma mais didática possível, em cinco minutos, qualquer pessoa minimamente dedicada a encontrar a verdade dos fatos terá elementos irrefutáveis da verdadeira participação de Israel e de seus inimigos nos conflitos iniciados a partir de 1948.

Conhecer a verdade antes de opinar sobre um tema não é obrigação de ninguém.

Mas é um pressuposto inegociável para quem espera ser levado a sério.



Renan Alves da Cruz é historiador, professor de Escola Bíblica Dominical e colunista de política e cultura do portal Voltemos à Direita.

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